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Focus

2007/10/04

Aviação chinesa vai quadruplicar até 2026

A China promete ser o mercado de mais forte ascensão para os fabricantes de aviões, durante os próximos vinte anos. Esta é a conclusão de um estudo apresentado recentemente pela fabricante norte-americana de aviões, Boeing.

O estudo, sobre as perspectivas a longo prazo do mercado mundial de venda de aeronaves, mostra que as companhias aéreas chinesas vão necessitar de 3.400 novos aparelhos, entre 2007 e 2026, a uma média de 170 aviões por ano, o que representa uma receita global de 245 mil milhões de euros para a indústria de construção aeronáutica.

A China será, portanto, “o mercado de mais forte crescimento durante este período, e o primeiro fora dos EUA para as aeronaves comerciais ”, conclui o estudo. Este refere ainda que o país mais populoso do mundo será também aquele onde o tráfego aéreo de passageiros irá crescer mais rapidamente.

Também Portugal terá uma palavra a dizer na resposta a esta crescente aposta chinesa na aquisição de aeronaves para consumo interno. O Skylander, avião que o grupo de engenharia aeronautica francês GECI Internacional vai fabricar em Èvora, despertou já o interesse dos chineses, dada a sua capacidade e versatilidade. Como já demos conta aqui na Espacialnews, a empresa presidida por Serge Bitboul está a negociar a instalação de uma segunda linha de montagem do Skylander na China, exclusivamente para servir as necessidades do mercado interno deste país asiático.