A Active Space Technologies, empresa portuguesa de tecnologias aeroespaciais, participou com sucesso no recente projecto do lançamento do satélite demonstrador de tecnologia Young Engineers Satellite (YES2), da Agência Espacial Europeia (ESA).
Numa altura em que se celebra o cinquentenário do lançamento do primeiro satélite artificial a orbitar a Terra, o Sputnik, foi lançado – do mesmo “porto espacial”, Baikonur – um foguetão russo com uma missão científica com diversas contribuições internacionais a bordo do satélite Foton M3, ao qual estava acoplado o satélite demonstrador de tecnologia YES2.
O presidente da Active Space Technologies, Ricardo Patrício, em declarações exclusivas à Espacialnews, refere que "o objectivo principal da missão YES2 foi atingido: testar um sistema de cabos para controlo da re-entrada de cápsulas". O responsável explica que "a nova tecnologia visa tornar possível o envio de futuras cápsulas contendo amostras, seja da International Space Station, da Lua ou Marte ou de qualquer outra missão a um outro corpo celeste, a muito baixo custo".
O papel da Active Space Technologies “consistiu no apoio técnico no desempenho e modelação térmica e na análise de compromisso entre o comprimento dos requisitos de interfaces e a performance térmica do YES”, explica Ricardo Patrício.
"No final da missão, l desempenho térmico do satélite, no qual a Active Space Technologies teve um papel importante, foi exemplar", salienta o responsável da empresa portuguesa. "Estando desenhado para uma margem de -10 a 75ºC (para manter a instrumentação electrónica em condições de operação), a maioria dos sistemas comportou-se de acordo com o previsto, tendo o sistema estabilizado entre os 20 e os 25ºC".
No entanto, a intenção de desenrolar o maior cabo alguma vez utilizado no espaço (30 Kms) ficou aquém das expectativas. Devido a tensões não previstas e ainda não totalmente explicadas no sistema de controlo do cabo, a extensão atingida (8.5 Kms) ficou longe do actual recorde, registado pela missão da organização independente SEDS (Students for the Development and Exploration of Space), com 20 km.
Para Ricardo Patrício o projecto YES2 “é de uma enorme mais valia para a Active Space", uma vez que permitiu à empresa trabalhar em conjunto com a ESA, num projecto a cargo do Departamento de Educação da Agência Espacial Europeia, que envolve os melhores estudantes, de toda a Europa, da área da tecnologia espacial.
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