A República do Altai, no sul da Sibéria, tem sido o alvo da queda de fragmentos de foguetes espaciais. Os detritos têm alegadamente destruído plantações e morto animais na região, uma zona rural onde habitam, sobretudo, agricultores e pastores.
Altai situa-se junto a uma base espacial, perto do Cazaquistão, alugada pela Rússia, onde é feito o lançamento de foguetões.
Muitos dos habitantes locais já se queixaram à agência espacial russa dos danos causados. Nos últimos 40 anos, pelo menos 2,500 toneladas de fragmentos de foguetes lançados caíram na Terra, segundo o jornal Moscow Times, em particular no Cazaquistão, com diversas queixas sobre a destruição ambiental causada pelos detritos espaciais.
A agência russa está temporariamente impedida de fazer o lançamento do foguetão Proton-M, no Cazaquistão, dado o último foguete lançado, que transportava um satélite de comunicações japonês, ter caído e espalhado detritos tóxicos e combustíveis em toda a região. Para voltar a ter a licença no país, a Agência Espacial Russa organizou uma equipa para investigar os estragos causados pela sua actividade em Altai e para pagar de imediato as indemnizações.
"Se as pessoas nos mostrarem provas das suas queixas e demonstrarem que sofreram de forma psicológica [com a nossa actividade], nós estamos dispostos a ajudar", confirmou o porta-voz da agência ao Moscow Times, acrescentando que, em alguns casos, "há quem tente usar estes incidentes como uma forma de ganhar algo em troca".

