Martin Rees, presidente da Royal Society britânica, afirmou que o futuro da exploração espacial passa pela robótica avançada, miniaturização e fabricação de novos protótipos, em declarações à BBC News, no dia 16 de Abril.
O especialista em Astronomia e Cosmologia da Academia Nacional de Ciências do Reino Unido defende que a Europa deveria desistir de enviar pessoas para o espaço, centrando-se apenas no desenvolvimento da exploração espacial não tripulada.
Continuar a gastar fundos em missões tripuladas ao espaço “não é uma forma muito boa de usar o dinheiro”, afirmou Martin Rees, sugerindo que esses projectos continuem a ser desenvolvidos pelos Estados Unidos ou pela Rússia, que têm orçamentos maiores.
“As missões tripuladas são muito mais caras e os argumentos práticos a favor do envio de pessoas para o espaço enfraquecem a cada avanço em robótica e miniaturização”, explicou Rees. A política de exploração espacial tripulada da ESA representa, até ao momento, um investimento global de cinco mil milhões de euros, segundo a BBC News.
Actualmente, são as imagens do telescópio espacial Hubble ou as da superfície de Marte, Júpiter ou Titã, obtidas através de tecnologias aplicadas à robótica, que têm potencial para atrair o público e os media, segundo Martin Rees. “Hoje em dia, as naves espaciais só são manchete quando há um desastre. Os lançamentos de rotina não são notícia.”


