A nave russa Soyuz TMA-11 voltou à Terra no dia 19 de Abril, com o aparelho a aterrar de emergência, pondo em risco a vida dos três tripulantes, segundo a imprensa russa. A cápsula pousou em Arkalyk, no Cazaquistão, a 420 quilómetros do local inicialmente previsto e 21 minutos após a hora marcada, depois de ter feito uma trajectória balística durante a descida.
“Em resultado do sobreaquecimento, queimou-se a escotilha de saída, fundiu-se a antena do transmissor, tendo-se perdido a comunicação. E também se queimou a parte exterior da válvula que equilibra a pressão no interior da nave”, afirmou à agência de notícias russa Interfax uma fonte da indústria espacial do país.
Os astronautas estiveram em risco durante a aterragem da cápsula, já que foram submetidos a uma força cerca de dez vezes superior à da gravidade habitual. “É um milagre que os três ocupantes da cápsula estejam vivos. A situação podia ter acabado muito mal”, afirmou à Interfax a mesma fonte.
A agência espacial russa, Roscosmos, desmente, no entanto, as informações alarmistas. “Não foi grave. É normal que a cápsula de aterragem se incline no processo de descida, foi feita dessa maneira”, desdramatizou Alexandre Vorobiev, porta-voz da Roscosmos.
NASA mantém aposta nas naves russas
A NASA acredita, contudo, que as cápsulas russas Soyuz continuam a ser seguras para as missões espaciais, embora aguarde ainda os resultados de um inquérito aberto à Roscosmos para aclarar as circunstâncias da aterragem da Soyuz.
A bordo do Soyuz viajavam o cosmonauta russo Yuri Malenchenko, a astronauta Peggy Whitson, a primeira mulher a comandar a ISS e também a nova recordista de permanência no espaço, e a primeira astronauta sul-coreana Yo So-yeon.

