A NASA decidiu, em meados de Abril, prolongar por dois anos a missão de exploração de Saturno e respectivas luas que está a ser realizada pela sonda internacional Cassini-Huygens (financiada pela NASA, ESA e agência espacial italiana), decisão que implica um investimento adicional de 160 milhões de dólares (101 milhões de euros).
A extensão até 2010 da missão euro-americana, inicialmente com fim previsto em Julho de 2008, já tinha sido anunciada há um ano pela Agência Espacial Europeia (ESA), mas aguardava confirmação da congénere norte-americana.
O Laboratório de Propulsão por Jacto (JPL) da NASA justificou a decisão com “as assombrosas descobertas e imagens obtidas pela sonda que revolucionaram o conhecimento de Saturno e das suas luas”, referindo a necessidade de a nave efectuar “mais 26 aproximações a Titã, sete a Encélado e uma a Dione, Reia e Helena, em deslocações que incluirão estudos dos anéis de Saturno, da sua magnetosfera e do próprio planeta”.
Tempestade eléctrica
A Cassini-Huygens captou em Saturno uma tempestade eléctrica que dispara relâmpagos dez mil vezes mais poderosos que os da Terra, segundo informação do JPL.
As ondas de rádio, designadas como descargas electrostáticas, produzidas pelos ciclones dos anéis do planeta, foram detectadas pelos instrumentos científicos no final de Novembro de 2007, estendendo-se até ao momento. A mais recente tempestade foi localizada no hemisfério sul de Saturno, sendo, “de longe, a mais prolongada”.

