A Microsoft decidiu, no início deste mês, retirar a oferta pública de aquisição (OPA) sobre o grupo Yahoo, após ter falhado o acordo sobre o preço de compra.
A 1 de Fevereiro, a empresa norte-americana fundada por Bill Gates propôs-se comprar a Yahoo, número dois mundial de publicidade na Internet, por 31 dólares (20,1 euros) a acção (subindo, posteriormente, para 33 dólares, isto é, 21,4 euros), num total de 44,6 mil milhões de dólares (28,2 mil milhões de euros), pagos em dinheiro e acções.
O gigante norte-americano iria assim concorrer com a Google, líder mundial de publicidade na Internet, mas os responsáveis da Yahoo frustraram as intenções da Microsoft, ao recusarem a oferta de compra, por considerarem o preço demasiado baixo.
Steve Ballmer, administrador-delegado da Microsoft, afirmou que, “apesar de todos os nossos esforços e apesar de termos levantado a nossa oferta em cerca de cinco mil milhões de dólares, a Yahoo decidiu não aceitar a nossa oferta”, acrescentando que, “após um estudo aprofundado, considerámos que as somas exigidas pela Yahoo [37 dólares (23,9 euros) por acção] não são razoáveis e que era do melhor interesse dos accionistas e dos funcionários que nós retirássemos a oferta”.
Praticamente desde que a Microsoft manifestou a proposta de compra, a Yahoo parecia empenhada em dificultar o negócio: primeiro, colocou a possibilidade de uma parceria com a AOL, subsidiária da Time Warner para a Internet, para evitar ser comprada, ou, pelo menos, para aumentar o valor da oferta; depois, começou também a testar a colocação de anúncios do rival Google no próprio motor de busca, uma alternativa que poupa os custos de desenvolvimento de uma plataforma própria. Além disto, mudou os estatutos, de forma a dificultar o despedimento de funcionários em caso de aquisição, segundo a revista norte-americana Economist.
Fim da OPA, descida das acções
Após a notícia de que a Microsoft havia abandonado a OPA sobre a empresa fundada por Jerry Yang, as acções do Yahoo caíram a pique nos mercados financeiros, com a cotação dos títulos a baixar quase 20 por cento.
A esperança é a última a morrer
Segundo o New York Times, o negócio pode não estar ainda completamente enterrado… O jornal cita vários accionistas de referência da Yahoo que se mostraram desagradados pela inflexibilidade do conselho de administração da empresa.

