Imagens captadas pelos telescópios Hubble e Keck, entre os dias 9 e 11 de Maio, revelaram o aparecimento de uma terceira e nova mancha vermelha na tempestuosa atmosfera de Júpiter, ao lado das outras duas já existentes, a Grande Mancha Vermelha e a Mancha Vermelha Júnior, um fenómeno que se assemelha a um tipo de “sarampo espacial”.
Ninguém sabe ao certo a origem da cor avermelhada das manchas do planeta, mas os investigadores suspeitam que a primeira mancha seria inicialmente uma tempestade oval e branca e a segunda terá resultado de uma fusão de três pequenas tempestades.
Os astrónomos julgam ainda que o crescimento da turbulência e da violência das tempestades na atmosfera de Júpiter tenha causado uma forte subida a uma altitude muito elevada de certas camadas profundas de moléculas que, produzindo uma reacção química desconhecida, deram o aspecto cor de tijolo.
As imagens dos telescópios sustentam a possibilidade de Júpiter estar a sofrer alterações climáticas, como já tinha sido previsto por Phil Marcus, professor da Universidade da Califórnia, em 2004.


