A Google lançou, no passado dia 20 de Maio, um novo serviço on-line na área da saúde. Cada internauta tem agora disponível um espaço virtual para albergar os dados de saúde, historial médico e medicação receitada.
O serviço, Google Health, segue a linha Google de inovação, simplicidade e eficácia, mas desta feita numa área bastante delicada e sensível a questões de privacidade.
O “médico pessoal”, como a empresa lhe chama, permite, depois de inscritos vários tipos de informação (idade, raça, grupo sanguíneo ou resultados de análises, por exemplo), avisar sobre quais os medicamentos que poderão causar problemas aos internautas e disponibilizar fichas exaustivas sobre algumas doenças. Mas, por enquanto, o Google Health apenas está disponível com todas as funções nos Estados Unidos.
Caso o utilizador do serviço o permita, há também a possibilidade de partilhar as informações do perfil de saúde com associados da Google e, assim, por exemplo, descobrir os riscos de ataque cardíaco nos próximos dez anos. Tudo com a garantia de protecção de dados pela empresa.
Contudo, tal como a revista L’Expansion alerta, os perfis de saúde online podem ter várias consequências. Quem sabe se, num futuro próximo, as companhias de seguro não passarão a querer ter acesso ao CV de saúde dos seus clientes?
Google pede autorização para “espaço branco”
Larry Page, o co-fundador da Google, apresentou, no passado dia 22 de Maio, ao Congresso norte-americano, a proposta da empresa para usar o “espaço branco” das ondas hertzianas em comunicações de banda larga. O objectivo da Google é criar, assim, uma rede de Internet wireless de alta velocidade, a baixos custos.
Page tentou convencer os legisladores do Congresso e os funcionários da Federal Communications Commission (FCC), o regulador norte-americano das telecomunicações, a autorizar o uso do “espaço branco”, que não é aproveitado por transmissões de televisão e rádio analógicas. A detentora do principal motor de busca na Internet faz parte de uma coligação de grandes nomes na área da tecnologia que têm feito lobby junto da FCC para a permissão do uso do “espaço branco” e que inclui empresas como a Microsoft, a Dell, a Intel, a Hewlett-Packard e a unidade norte-americana da Philips.
A FCC recusou, no ano passado, o uso do “espaço branco” depois de alguns testes terem revelado interferências com os sinais de televisão.

