A agência espacial norte-americana quer pôr fim à ainda muita lenta e cara transmissão de dados das várias missões espaciais, através da fusão de três já antigas e ultrapassadas redes de comunicações espaciais numa única rede apta a dar resposta às necessidades do século XXI.
O objectivo da NASA é aumentar, em 50 vezes, a velocidade de transmissão, para que, por exemplo, um rover em Marte, ao invés de transmitir dados a uma taxa de poucos megabits por segundo, possa fazê-lo a 600 megabits ou mesmo mais.
Este upgrade permitirá fazer o upload ou download de vídeos HD de grandes dimensões, o que contrasta com a actual capacidade que, só com muito esforço, é capaz de transmitir um ficheiro mp3.
A nova rede irá obrigar à consolidação de centros de comando e lançamento de novos satélites para suportar a NASA Space Network (SN), a Near-Earth Network (NEN) e a Deep Space Network (DSN), com a integração destas três redes prevista até 2018.
Uma das principais mudanças previstas pela NASA nas comunicações espaciais poderá estar no uso de comunicações ópticas via laser, revolucionárias face às actuais comunicações baseadas em frequências de rádio. Os lasers podem permitir velocidades de transferência de dados até 600 megabits por segundo ou mesmo superar 1 gigabit por segundo, a partir da Lua ou de Marte, sendo ainda maior a partir de naves ou sondas mais próximas da Terra.
A NASA já pediu a ajuda do MIT para construir um sistema experimental de comunicações laser que será colocado na sonda Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer, com missão agendada para o final de 2011. Um teste bem sucedido abrirá as portas para comunicações mais rápidas nas missões espaciais.

