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Tecnologias

2010/02/03

Galileo pronto em 2014

Depois das incertezas, o projecto europeu de navegação por satélite parece finalmente ter encontrado um rumo para se afirmar como alternativa aos sistemas norte-americano (GPS) e russo (Glonass), em 2014.

Os primeiros três concursos públicos, de um total de seis abertos pela União Europeia para a instalação da capacidade operacional da constelação de 30 satélites Galileu, foram já concluídos, com as empresas Thales Alenia Space (franco-italiana), Arianespace (francesa) e OHB (alemã) a sagrarem-se vencedoras.

E a grande surpresa foi a vitória da empresa familiar do norte da Alemanha sobre a gigante EADS Astrium (dez vezes maior em termos de efectivos). Será a OHB (em conjunto com a britânica Surrey Satellite Technology) a assinar com a ESA o contrato para o fabrico dos primeiros 14 satélites Galileo, orçado em 566 milhões de euros. “Vamos começar já a meter mãos à obra com a ESA”, declarou à imprensa o dono da empresa Berry Smutny.

Desde o início, a ESA teve a preocupação de realçar que iria tratar os dois concorrentes de forma igual. “Estamos a falar de produtos de alta tecnologia. A dimensão da empresa candidata pouco importa”.

Desilução da Astrium

Para François Auque, presidente-executivo da EADS Astrium, a perda, a 07 de Janeiro, do contrato de 14 satélites da constelação Galileo, em proveito do pequeno construtor alemão OHB System AG, foi uma “pequena decepção”...

Arianespace lança os dez primeiros satélites

A francesa Arianespace assinou já o contrato para o lançamento dos dez primeiros satélites “FOC” (Full Operational Capability) do Galileo.

Os satélites vão ser colocados em órbita, aos pares, a 23 mil quilómetros de altitude, a partir de Dezembro de 2012. Os aparelhos serão transportados por cinco lançadores Soyuz, a partir do Centro Espacial da Guiana Francesa.

A empresa francesa tinha sido já responsável pela colocação em órbita dos satélites Giove-A e Giove-B e, agora, vai lançar, no final deste ano, os quatro primeiros satélites operacionais do Galileo, no quadro do programa “IOV” (In Orbit Validation).

O Galileo promete ainda uma precisão maior do que o GPS, com uma margem de erro de localização de apenas um metro, uma capacidade alicerçada num investimento total de cinco mil milhões de euros. Ao contrário do sistema de navegação norte-americano, o europeu será usado para fins exclusivamente civis.

O Galileo é uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia e da ESA, sob gestão do Galileo Joint Undertaking, de que faz parte a empresa portuguesa Edisoft, integrada num consórcio liderado pela Alcatel Space Industries.