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Focus

2010/03/04

Animais e plantas sobrevivem no Espaço

Pequenas espécies de animais e de plantas, colocadas na parte externa do laboratório espacial europeu da ISS, o Columbus, sobreviveram, durante 18 meses, à radiação ultravioleta, aos raios cósmicos, ao vácuo e às variações extremas de temperatura.

A experiência “Expose-E”, levada a cabo pela Agência Espacial Europeia (ESA), expôs às condições do Espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas.

A “Xanthoria elegans” foi a espécie de líquen que melhor sobreviveu. “Os líquenes costumam ser encontrados nos lugares mais extremos da Terra. Quando são colocados num ambiente que não lhes agrada, passam para um estado latente e esperam que as condições melhorem. Devolvidos a um ambiente próprio e com um pouco de água, retornam à vida anterior”, explica René Demets, biólogo da ESA.

Além dos líquenes, alguns animais foram capazes de sobreviver ao vazio do Espaço, como, por exemplo, as artémias e as larvas do díptero africano “Polypedilum vanderplank”.