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Tecnologias

2010/03/04

Skylander é arma contra o isolamento


O impacto social do Skylander em regiões isoladas foi tema central da conferência do Presidente da GECI, Serge Bitboul, e da Encarregada de Estudos da GECI, Alice Lacoye Mateus, na sede industrial do Grupo, em Chambley.
O Skylander, pela sua versatilidade única, é uma arma contra o isolamento de regiões remotas, em particular países em vias de desenvolvimento (Índia, China, África do Sul, Tailândia, Turquia e Indonésia), e as suas características específicas tornam este avião um motor decisivo do desenvolvimento sustentável.

Capaz de actuar nas mais inóspitas regiões do globo, a aeronave do grupo GECI International contribui para o desenvolvimento sustentável, quer pelas suas preocupações ambientais, quer pelo seu impacto social. E foi precisamente sobre o impacto social do Skylander em regiões isoladas que se centrou a conferência do Presidente da GECI, Serge Bitboul, e da Encarregada de Estudos da GECI, Alice Lacoye Mateus, na sede industrial do Grupo, em Chambley.

Na conferência, a que assistiram perto de uma centena de pessoas, sobretudo responsáveis das câmaras e das empresas locais e dos meios económico-institucionais, Serge Bitboul lembrou o actual contexto muito favorável ao crescimento do transporte aéreo, com as previsões a apontarem para uma subida da frota mundial de aviões entre duas a quatro vezes até 2050. O presidente da GECI falou ainda do potencial e do carácter inovador do Skylander.

Alice Mateus destacou a importância fundamental do transporte aéreo nos países do hemisfério sul, como factor decisivo de integração das populações, antes isoladas no circuito do comércio mundial. As aeronaves assumem, por isso, um papel mais fundamental face às muito caras e de grande impacto ambiental infra-estruturas de outros meios de transporte (ferrovias, estradas, etc.), inexistentes em 80 por cento do globo.

Uma aeronave sustentável

A especialista portuguesa em Inteligência Económica salientou também as crescentes preocupações ambientais da indústria aeronáutica.

O impacto do ruído dos aviões está limitado à proximidade dos aeroportos e a aviação, a par de outras indústrias, tem também investido na redução do consumo de combustíveis fósseis, com o Skylander a ser um excelente exemplo de eficiência energética, com a sua radical redução de consumo de combustíveis fósseis.

A pegada de carbono da aviação representa apenas dois por cento das emissões globais, e doze por cento das emissões do sector dos transportes, contra 76 por cento do transporte rodoviário. Além disso, tendo em conta as necessidades ambientais, a indústria tem procurado fornecer uma resposta tecnológica: os fabricantes de aeronaves e motores gastam até 15 por cento da sua facturação em I&D. Grandes programas de inovação (biocombustíveis, aerodinâmica, materiais leves, novas fontes de propulsão, etc.) estão em curso em diversos países, com o apoio de Estados: o projecto “Clean Sky” da União Europeia, o Plano Nacional da NASA, entre outros.

Alice Mateus defendeu o papel da aviação como motor de crescimento local e global. “Às vezes, é até um salva-vidas para algumas comunidades isoladas, como o povo inuit do Nunavik, no Canadá, que vai criar uma linha aérea local. E é também um pré-requisito nos novos modelos económicos para o desenvolvimento sustentável”.

“O ecoturismo, vital para alguns países como o Ruanda ou a Costa Rica, não existiria sem transporte aéreo. Outro exemplo: a produção e transporte, por via aérea, para a Europa, de rosas do Quénia emite menos carbono do que o produzido localmente, na Holanda. Sem essas exportações, um milhão de africanos seria privado de receitas essenciais, sem outra alternativa que não o êxodo rural massivo, a imigração, a expansão urbana imprudente ou a imigração ilegal e perigosa... O desequilíbrio Norte-Sul é prejudicial a todos”, lembrou Alice Mateus.