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Tendência

2008/07/04

Boeing quer contratos do Galileo

O Galileo está em marcha e a gigante do aeroespacial Boeing estuda já formas de entrar nos consórcios privados que ficarão responsáveis pelo projecto, uma prova da vitalidade do sistema europeu de navegação por satélite e um sinal de reforço dos laços transatlânticos.

O grupo norte-americano, apesar de ainda não ter tomado uma decisão final, está a planear concorrer a contratos relacionados com o sistema europeu de navegação por satélites, com a entrada nos consórcios privados que venham a ser responsáveis pelo projecto, de acordo com o jornal diário alemão especializado em comércio e economia Handelsblatt, que cita um porta-voz da Boeing.

A Boeing, diz o Handelsblatt, está centrada na disputa pelos 26 satélites, que representam um terço do orçamento total do projecto.

O interesse da Boeing deve ser visto como um sinal da importância e potencialidades do projecto Galileo, mesmo para os norte-americanos, e de um aprofundar, neste domínio, como já sucede noutros, das relações transatlânticas.

Concurso aberto aos privados

Bruxelas e a Agência Espacial Europeia (ESA) lançaram há dias o pedido de ofertas sobre 26 satélites e sobre os centros de controlo em terra. A constelação de 30 satélites (quatro estão já contratualizados) será controlada por estruturas em terra localizadas em todo o mundo, com os centros nevrálgicos a serem instalados na Europa.

A entrega dos contratos para Galileo, projecto onde a portuguesa Edisoft está presente desde o início, está prevista para o primeiro semestre de 2009, com o início do funcionamento da constelação de 30 satélites agendado para 2013.

O Galileo vai ser totalmente financiado por fundos europeus. 3,4 mil milhões de euros vão ser distribuídos por seis lotes: satélites, lançadores, softwares, estações em terra, centros de controlo e operação do sistema. Uma empresa ou consórcio pode concorrer a um máximo de dois lotes e quem ficar com a responsabilidade por um lote terá de subcontratar 40% do contrato a terceiros, para assegurar que as PME europeias possam participar no projecto.