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Tendência2009/01/22
Intelligence da UE já lhe cai do CéuOs meios de intelligence espacial, até há pouco tempo ao alcance apenas dos três Estados-membros com satélites espiões – França, Alemanha e Itália -, passam a estar ao alcance de toda a União Europeia graças ao Centro de Satélites da União Europeia (CSUE), sedeado em Torrejon (Espanha).
Este passo revela-se fundamental para uma concretização efectiva da Política Europeia de Segurança e Defesa, pois esta tem necessariamente de passar pelo Espaço. O CSUE garante um esforço conjunto europeu numa área onde a Europa tem ainda muitos passos a dar até assegurar uma autonomia estratégica face à intelligence por satélite dos Estados Unidos ou mesmo até da Rússia.Torrejon, onde a pioneira espacial portuguesa Edisoft iniciou actividade neste sector, há já quase 12 anos, tem instalada uma estação de recepção das imagens produzidas pelos sistemas de satélites espiões franceses, alemães e italianos, disponíveis para operações no quadro da União Europeia. A França tem actualmente o sistema Hélios, um programa de imagem por satélite, onde participam, de um modo muito minoritário, Espanha, Itália, Grécia e Bélgica. Alemanha (com o SAR-Lupe) e Itália (com o Cosmo-Skymed) dispõem cada uma de uma pequena constelação de satélites radares que permitem observar a Terra de Noite ou através das nuvens. No CSUE, 25 analista estudam actualmente as imagens da costa da Somália, do território do Tchade ou de outros teatros onde decorrem missões europeias, captadas pelos satélites europeus ou adquiridas aos inúmeros serviços de satélite comerciais. O futuro passa pela implementação do programa MUSIS, que visa coordenar a criação de uma nova geração de satélites espiões, assinado pelos ministros europeus da Defesa, a 10 de Novembro. Esta é uma oportunidade para Portugal ultrapassar a situação de marginalização nesta área estratégica e decisiva em que os sucessivos governos o deixaram cair,com a honrosa excepção do trabalho desenvolvido pela Edisoft e a direcção da Proespaço, liderada por António Neto da Silva. Uma oportunidade para, mais uma vez, Sócrates e Zorrinho marcarem a diferença... Espacial português “nasceu” em Torrejon Torrejon, hoje ao serviço da intellligence da UE, esteve, há 11 anos, no início da aventura espacial da pioneira Edisoft, como explicou, em entrevista à EspacialNews, António Rodrigues de Sousa, director-geral Edisoft. “A União Europeia Ocidental - a UEO - quis estabelecer um centro de análise de imagens de satélite, em Espanha. Os americanos haviam saído recentemente de Torrejon e era preciso aproveitar aquela base. A União Europeia Ocidental propunha-se instalar lá o seu centro de análise de imagens e, portanto, foi aberto um concurso internacional. Houve então um grupo de empresas de média e pequena dimensão que se propôs bater os grandes “tubarões” da indústria espacial, que na altura também concorriam a esse projecto. Organizámos um consórcio chamado Falcão que concorreu contra esses “tubarões” e ganhou. A Edisoft ficou com a responsabilidade da gestão do projecto de instalação, na área do hardware e do software. Foi a nossa entrada na área do Espaço”. José Mateus Cavaco Silva/André Gonçalves Nunes |
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