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Pergunta Directa2007/10/04
Porque é que o Skylander veio para Portugal?
A Espacialnews dá nesta edição a resposta a uma questão que tem sido muito colocada nos últimos tempos.
A relação do grupo de engenharia aeronáutica francês GECI Internacional com Portugal não é recente, não é um “flirt”, é muito mais profunda que isto. Podemos mesmo falar de uma já longa “história de amor” que se prepara para ter um final feliz, com o “nascimento” do Skylander, o primeiro avião português.
A GECI International iniciou as primeiras relações com Portugal em 1988.
O grupo de engenharia aeronáutica francês foi criado em 1979 por uma equipa de engenheiros aeronáuticos, com uma primeira missão de apoiar o desenvolvimento de subcontratados europeus da nova família de aeronaves da Airbus, Desde a sua criação a GECI teve um espantoso crescimento e tornou-se em poucos anos um dos líderes no desenvolvimento de aeronaves e equipamentos espaciais, com clientes em França, Bélgica, Espanha, Alemanha, Turquia e África do Sul.
Já com esta posição de liderança, em 1988 a GECI Internacional iniciou contactos com a OGMA que passou a consultar o grupo francês com o objectivo de criar capacidades de design em Portugal para permitir a participação das Oficinas em programas de desenvolvimento de aeronaves e ter um papel activo na indústria aeronáutica europeia.
Reuniões com os anteriores presidentes da OGMA, General Castelo Branco, General Portela, General Santos Coelho e com os administradores Pedro Reis e Gaspar de Barros conduziram a uma série de recomendações, por parte da GECI, para o estabelecimento de uma capacidade de design em Portugal. Ao mesmo tempo, a GECI teve oportunidade de desenvolver uma estreita colaboração com o Professor Braga Campos, do Instituto Superior Técnico e acções comuns levaram à contratação de engenheiros portugueses pela empresa francesa.
Depois disto, numa visita particular a França, o General Santos Coelho, com o propósito de avançar com a instalação no nosso país de um capacidade de design de aeronaves, convidou a GECI, que já havia iniciado o desenvolvimento do projecto Skylander, a fazer de Portugal um participante activo no novo avião.
O elevado nível de educação em engenharia aeronáutica, a qualidade do trabalho, os custos competitivos, o bom tempo, factor indispensável ao testes e entregas de aeronaves, a proximidade de construtores aeronáuticos de outros países, são vantagens que conduziram à decisão de instalar em Portugal uma indústria aeronáutica e trazer o Skylander.
"Uma indústria é composta por um muito diversificado e completo ambiente com empresas muito reactivas, especialistas, centros de investigação, universidades, laboratórios. Acreditamos que juntamente com a vontade pública, estes elementos podem ser desenvolvidos, incentivos para trair empresas podem ser criados e trocas com países vizinhos podem também contribuir para este ambiente industrial", salienta o presidente da GECI International, Serge Bitboul, em declarações à Espacialnews.
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