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Dossier

2011/01/12

Galileo

Novas Aplicações, procura-se
Aproveitar ao máximo as oportunidades que vão ser geradas pelo sistema europeu de navegação por satélite Galileo e estimular o desenvolvimento económico é o objectivo da Comissão Europeia com a adopção de um Livro Verde sobre as aplicações de navegação por satélite.

O documento oferece a todas as partes interessadas a oportunidade de exprimirem a sua opinião sobre o desenvolvimento de aplicações de navegação por satélite e, em particular, sobre o papel que o sector público pode desempenhar, por intermédio da criação de um enquadramento adequado e definição objectivos concretos para tais aplicações.

A operacionalização do Galileo vai representar “um novo ímpeto ao mercado mundial dos serviços de navegação, localização e cronometria por satélite” e “estes serviços vão trazer novas perspectivas a vários sectores comerciais e melhorarão a vida quotidiana dos cidadãos em todo o mundo”, diz a Comissão Europeia. Por isso o executivo procura, desde já, estimular a criação de novas aplicações.

Jacques Barrot, vice-presidente da Comissão Europeia e comissário responsável pelos Transportes salienta que "o verdadeiro valor dos custos e esforços despendidos para pôr em órbita o Galileo é o facto de ele representar uma oportunidade única para novas aplicações, crescimento económico e criação de emprego na União Europeia. Estes benefícios económicos são muito mais elevados do que os custos do próprio sistema".

O sistema global de navegação por satélite Galileo vai oferecer serviços de localização, navegação e cronometria a partir de 2011. Neste momento, está já em órbita um satélite experimental Galileo e este ano vai seguir para o Espaço um segundo.

Neste momento, são já várias as aplicações desenvolvidas para o mercado da navegação por satélite e destinadas a todas as actividades profissionais e sectores da economia mundial. A Comissão Europeia prevê que este mercado, em termos globais, pode vir a ascender a 400 000 M€ até 2025.
Espanha ganha 105 milhões
A indústria aeroespacial espanhola vai receber 105 milhões de euros com o programa europeu de navegação por satélite, Galileo. Doze empresas espanholas (entre estas, Indra Espacio, GMV e Alcatel Espanha) ficam com a maior parte dos contratos.

O mais significativo é que o montante já supera os 100 milhões de euros que o governo espanhol investiu no programa Galileo.

Espanha está entre os países que mais investiram no programa europeu e vai controlar dois dos seis centros de controlo dos 30 satélites que a Comissão Europeia e a ESA prevêem colocar em órbita até 2010.

No total, o sistema Galileo vai custar 3,6 mil milhões de euros e poderá gerar um mercado de 10 mil milhões de euros em 2015, bem como criar 140 mil empregos, de acordo com a Comissão Europeia.
Cooperação entre UE e Marrocos
A União Europeia e Marrocos assinaram formalmente um acordo de cooperação para o sistema europeu de posicionamento global por satélite Galileo.

A parceria abrange um largo número de áreas de cooperação - actividades conjuntas no campo da pesquisa e treino científico, cooperação industrial, comércio e desenvolvimento de mercado, padrões e certificações – e cimenta a participação activa de Marrocos no programa Galileo.

“Estamos realmente satisfeitos por podermos contar com Marrocos como sócio na navegação por satélite. O país tem o potencial para explorar a tecnologia do Galileo, e nós planeamos desenvolver conjuntamente actividades para aplicações que beneficiarão, não somente cidadãos, mas que também vão permitir aumentar a segurança e a eficiência em muitos sectores”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Jacques Barrot, após assinatura do acordo.

Desde o início das negociações formais, em 21 Abril de 2005, decorreram, até à assinatura do presente acordo, conversações intensivas entre as partes. Esta é uma grande oportunidade para a potenciação da utilização do Galileo na região mediterrânica ocidental.

O Galileo foi lançado por iniciativa da Comissão Europeia e é desenvolvido em conjunto com a Agência Espacial Europeia.