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Escola de Tecnologia e Gestão da Guarda desenvolve míssil português

Uma equipa de professores da Escola de Tecnologia e Gestão da Guarda (ESTG) está a construir um míssil de curto alcance para aplicações militares.

Inédito em Portugal, o projecto, desenvolvido pelos departamentos de Engenharia Informática, Engenharia Mecânica e Matemática da ESTG, encontra-se numa fase embrionária, mas, de acordo com os promotores, vai estar pronto para o teste definitivo dentro de oito meses.

O objectivo é provar que Portugal tem potencialidades para “dar cartas” na indústria aeronáutica, bastando, para isso, que “haja vontade” dos investidores e “abertura” do Estado, defende Luís Tenedório, mentor da iniciativa, ao Correio da Manhã.

“A cidade da Guarda pode avançar para a construção da primeira fábrica de mísseis do País”, se tudo decorrer como o previsto e o projecto for bem sucedido, disse o professor.

Antes da execução do míssil, os docentes vão construir dois aparelhos de dimensões mais pequenas para efectuarem experiências em túneis de vento que servirão de testes prévios ao comportamento do engenho perante os factores como o vento ou a gravidade.

O míssil, com 30 quilos e 90 centímetros de comprimento, possui propulsão sólida, um alcance de quatro km, capacidade de transporte de uma ogiva de dois kg de tritonal e vai estar equipado com um sensor giroscópio que o vai guiar até ao alvo e protegê-lo de interferências alheias, naturais ou não. A fuselagem, interfaces de controlo electrónico e todo o software estão a ser desenvolvidos na ESTG.