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Governo dos Açores e Edisoft apostam na exploração do Mar
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| Fotografia: GaCS/Cristina Pires |
O mar é um recurso cada vez mais estratégico e a posição privilegiada de Portugal e, em particular, dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, potencia de sobremaneira o papel que pode desempenhar na afirmação do país.
Exemplo disso é o novo protocolo que a Edisoft, , líder português de infoware, assinou no dia 6 de Dezembro, em Vila do Porto, com o Governo Regional dos Açores para o desenvolvimento, nas ilhas de Santa Maria e S. Miguel, de dois projectos tecnológicos, um dos quais totalmente ligado ao oceano.
O acordo, assinado pelo secretário regional da Habitação e Equipamentos, José Contente, contempla o projecto “Oceanic Managements System for the Environment (Ocean Eye)”, a incrementar em Santa Maria e orçado em 63 milhões de euros, para elaboração de mapas de correntes, obtenção de temperaturas da água, parâmetros de evolução dos cardumes e detecção de focos de poluição marítima, informações que poderão ser vendidas a terceiros.
A concretização deste projecto inovador da Edisoft, está ligado implantação, na ilha, de uma estação da Agência Espacial Europeia, ESA, também por parte da empresa portuguesa.
Em S. Miguel, a Edisoft, numa pareceria com a empresa espanhola Engenharia e Serviços Aeroespaciais (INSA), vai instalar uma unidade de produção de sistemas de engenharia de alta tecnologia, num terreno cedido pelo executivo regional.
José Contente, na cerimónia de assinatura do acordo, reafirmou o empenho do executivo em promover o desenvolvimento da Região no domínio das tecnologias de informação e comunicação, e considerou que a estação da ESA e os projectos da Edisoft “permitirão não só reter quadros especializados, mas também utilizar e desenvolver o know-how existente na Universidade dos Açores e em empresas”.
O governante sublinhou o empenho do Governo na criação e desenvolvimento de “um embrião tecnológico” nos Açores e defendeu que a posição estratégica dos Açores “deve significar não a ultra-periferia do costume, mas, antes, uma nova centralidade no meio do Atlântico, vantajosa para as empresas e para a Região, em termos de afirmação nacional e europeia e, também, de emprego qualificante e de vantagens económicas”.
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