Os Estados Unidos estão a reavaliar a possível cooperação no Espaço com a China, incluindo uma exploração comum da lua, depois do recente teste anti-satélite chinês. Esse teste, realizado no passado mês de Janeiro, é "inconsistente" com um acordo entre o presidente George W. Bush e o presidente chinês Hu Jintao para uma cooperação espacial, no domínio civil, disse no início deste mês o Departamento de Estado norte-americano.
"Toda a futura cooperação civil no Espaço com a China necessitará de ser avaliada dentro do contexto do teste (anti-satélite)", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Edgar Vasquez.
O incidente do teste anti-satélite levou Washington a protestar junto do embaixador da China nos Estados Unidos e também do ministro dos Negócios Estrangeiros em Beijing e a pedir uma clarificação das intenções chinesas.
O governo norte-americano está preocupado que o teste - de destruição de um satélite orbital chinês com o embate de um míssil balístico - tenha dispersado fragmentos no Espaço que possam pôr em perigo a Estação Espacial Internacional e os satélites orbitais.
Vasquez disse ainda que durante a visita de Hu Jintau aos Estados Unidos, o líder chinês e Bush concordaram explorar a possibilidade de alguma cooperação na exploração civil do espaço, incluindo missões lunares. "Imediatamente depois do teste anti-satélite chinês, as preocupações que levantámos junto da China incluíram nossa visão de que o teste era inconsistente com o acordo dos dois presidentes para uma cooperação na área civil do espaço", acrescentou.
Pequim tem, desde há muito, procurado estabelecer uma cooperação mais próxima com os Estados Unidos no Espaço, mas Washington tem sido morno por causa dos receios de um envolvimento militar chinês no programa espacial. Em Setembro de 2006, Michael Griffin, responsável máximo da NASA, foi o primeiro director da agência a visitar a China par discutir uma possível colaboração espacial.

