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Corrida aos mísseis

A corrida armamentista da Coreia do Norte e do Irão, o acesso de países percepcionados como "Rogue States" ou estados terroristas a armamento nuclear e, em paralelo, o progresso do programa de defesa anti-missíl americano estão a desencadear um certo nervosismo em países dotados de armas nucleares e mísseis. Nos últimos tempos, têm sido inúmeras as notícias sobre nos desenvolvimentos nesta área. 

A Rússia está a testar os seus mísseis balísticos SS-19 e a Índia vai retomar os testes dos seus mísseis intercontinentais. A França acelerou o seu programa M-51 SLBM, um míssil lançado a partir dos submarinos nucleares do país, dentro do novo quadro estratégico nuclear e como resposta, precisamente, à ameaça "Rogue State" ou outra "entidade não-estadual".
Rússia lança com sucesso míssil intercontinental…
A Rússia testou este mês com sucesso um míssil intercontinental RS-18 (SS-19, na designação NATO) capaz de transportar seis ogivas nucleares. No ensaio, o míssil atingiu com precisão o seu alvo pré-designado a mais de cinco mil quilómetros de distância, no Extremo Oriente Russo.

Os SS-19 foram durante o período soviético o principal míssil intercontinental da URSS e o lançamento pretende demonstrar que os cerca de setenta SS-19s da Federação Russa continuam a ser uma ameaça credível, embora, em 2010, esteja previsto o seu desmatelamento.

Por serem mísseis de “silo”, isto é, alojados em silos de lançamento, são alvos fáceis para as ogivas americanas D-5, que graças à sua elevada precisão podem destruir fácilmente os silos onde estes SS-19 se abrigam.
…Índia não desiste do Agni-III...
O míssil intercontinental Agni-III da Índia , que não deu provas da sua capacidade no seu primeiro teste de voo, vai voltar a ser lançado no próximo ano.

O presidente da Defence Research and Development Organisation (DRDO), M. Natarajan, afirmou que o país não vai desistir do míssil Agni-III -, por causa do fiasco do teste anterior.
O Agni-III, lançado no passado mês de Julho, acabou por ter de ser detonado remotamente depois de apenas ter percorrido 12 quilómetros na vertical e caiu sobre o Índico.

O míssil, com um alcance de 3,5 mil quilómetros e capaz de transportar uma ogiva nuclear de uma tonelada, pode tornar-se assim na peça mais letal do arsenal indiano.
… e França testa míssil nuclear M-51 SLBM
A França conduziu este mês o primeiro teste dõ novo míssil nuclear M-51 SLBM (launched ballistic missiles), a partir de uma estação terrestre ao largo do Golfo da Biscaia.
O M-51 SLBM tem um alcance de oito mil quilómetros e vai começar a ser utilizado em 2010 na frota submarina francesa, actualmente equipada com mísseis M-45, de seis mil quilómetros de alcance e com o dobro do peso dos seus substitutos.
Uma das inovações introduzidas pelos mísseis M-51 SLBM é a capacidade para seleccionar o rendimento das ogivas e detoná-las a alta-altitude, de modo a criar uma descarga electro-magnética, capaz de danificar os sistemas electrónicos existentes no solo, sem causar a destruição de uma explosão nuclear total.
A EADS é a empresa responsável pelo fabrico dos mísseis, com 12 metros de comprimentos, cerca de 50 toneladas, uma altitude de cruzeiro é de apenas mil metros e capaz de transportar seis ogivas nucleares.