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Empresas

2007/03/13

França e Alemanha discutem Airbus

Os chefes de estado da Alemanha e França vão reunir-se esta semana para tentar resolver a crise que se abateu sobre a EADS, casa-mãe da companhia aérea Airbus.

"È uma questão que queremos resolver a mais alto nível", afirmou na terça-feira, dia 20 de Fevereiro, o primeiro-ministro francês Dominique de Villepin.

Villepin saudou o trabalho do presidente da Airbus, Louis Gallois, e afirmou publicamente que o plano de reestruturação "Power 8" compreende a supressão de 10.000 postos de trabalho. "10.000 postos, é o que está no plano", disse.

O primeiro-ministro francês revelou também a estratégia francesa, a saber : pressionar a chanceler alemã. "Já falei com Angela Merkel para lhe dizer que precisamos de encontrar uma solução que seja aceitável para ambas as partes. O presidente Jacques Chirac vai encontrar-se com Angela Merkel esta sexta-feira. È uma questão que queremos tratar ao mais alto nível", acrescentou.

Por seu lado, o responsável máximo da Airbus, Louis Gallois, apelou a uma rápida resolução por parte dos conselhos de administração da EADS que "ultrapasse as questões nacionais".

O dirigente esperava apresentar o ambicioso plano de reestruturação da companhia aos sindicatos no dia 20 de Fevereiro, mas o conselho de administração da EADS suspendeu no dia 18 as negociações, alegadamente por causa da oposição dos representantes da DaimlerChrysler, ao plano original de Gallois sobre o local onde será fabricado o A350 XWB, visto como um rival do Boeing 787.
Presidente alemão da EADS recusa interesses nacionais

Entretanto, o presidente da EADS veio a publico afirmar que qualquer reestruturação da empresa será baseada em interesses financeiros e não nacionais.

Manfred Bischoff disse que a decisão de cancelar as negociações sobre o plano de reestruturação “Power8” baseou-se apenas em razões empresariais e não representou qualquer tentativa de proteger postos de trabalho em França ou na Alemanha.

“Os membros do Conselho de Administração nomeados pela DaimlerChrysler estão apenas empenhados no sucesso da EADS e da Airbus. Por isso, a alegação de que possam estar a agir com base numa qualquer intenção nacional ou política está completamente errada”.