Nuno Severiano Teixeira, o Ministro da Defesa Nacional, declarou recentemente, que o Tratado de Lisboa coloca “novas oportunidades e desafios” à Política Europeia de Segurança e Defesa porque contém cláusulas de solidariedade e de defesa mútua, argumentando que esses dois mecanismos são “fundamentais" para a segurança europeia comum.
O ministro, durante a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da EuroDefense-Portugal, salientou o facto de a Política Europeia de Segurança e Defesa não ter precisado do Tratado de Lisboa “para se afirmar e desenvolver”, mas sublinhou as alterações e implicações do novo Tratado Europeu.
"Desde o Tratado de Nice que a política europeia se afirmou, deu passos sólidos e construiu instituições capazes de responder às necessidades, criou capacidades militares e um conceito estratégico e tem várias operações militares conjuntas no terreno, nomeadamente esta última no Chade", disse.
EuroDefense-Portugal com novos corpos sociais
A EuroDefense-Portugal elegeu recentemente os novos corpos sociais para o biénio 2008-2009, numa cerimónia realizada na Associação Industrial Portuguesa - Confederação Portuguesa (AIP-CE), em Lisboa. Figueiredo Lopes é o presidente da EuroDefense-Portugal, organismo que tem como vice-presidente o Major-General Mário Lemos Pires, e como secretário-geral o Contra Almirante José Alves Correia.
A organização, criada em 1997 através de um protocolo de cooperação assinado pelo Instituto da Defesa Nacional (IDN) e pela AIP-CE, tem por objectivo promover a identidade europeia de segurança e defesa e contribuir para o desenvolvimento de “um espírito de defesa europeu”.

