Vladimir Putine, o presidente russo, condenou o avanço da NATO para perto das fronteiras russas, os planos norte-americanos de expandir o escudo de defesa anti-míssil para a Europa Central, e reafirmou a intenção da Rússia de não ficar de fora da “nova corrida às armas”, durante um discurso sobre a “Estratégia de Desenvolvimento da Federação Russa até 2020”, realizado recentemente no Conselho de Estado, em Moscovo.
“Não fomos nós que começámos. Saímos das bases em Cuba e no Vietname. E o que recebemos? Novas bases norte-americanas na Roménia e na Bulgária. E uma terceira nova região de defesa anti-míssil norte-americana a ser construída na Polónia”, afirmou o presidente russo, reiterando a dura retórica dirigida ao Ocidente.
A intervenção de Putine é vista pelos analistas internacionais como um manifesto de políticas a seguir por quem lhe sucederá no cargo, após as eleições presidenciais de 2 de Março.

