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Focus

2008/02/26

China defende venda de armas ao Sudão

Pequim defendeu recentemente a venda de armas chinesas ao Sudão, rejeitando, assim, quaisquer críticas de que não está a contribuir para a resolução da crise humanitária na região do Darfur.

Durante uma visita oficial ao Reino Unido, o enviado especial chinês, Liu Guijin, declarou que as armas chinesas não estão a alimentar o conflito vivido naquela região, uma vez que, Pequim “apenas vende oito por cento de todas as armas que Cartum adquire, sendo a maior parte fornecida pelos EUA, Rússia e próprio Reino Unido”. Liu afirmou ainda que irá aconselhar as autoridades sudanesas a cooperarem com a instalação de uma “força híbrida” das Nações Unidas e da União Africana, no território sudanês.

Alguns analistas internacionais consideram que a China tem particular influência sobre os dirigentes sudaneses por ser compradora de dois terços de todo o petróleo exportado pelo Sudão. Por seu lado, Pequim alega que aumentar a pressão sobre o governo de Cartum, para este deixar de apoiar as milícias extremistas que actuam contra os rebeldes na região, só iria agravar a crise humanitária no Darfur.