A EADS, consórcio europeu da indústria aeronáutica de e defesa, ganhou um mega-contrato de 35 mil milhões para o fornecimento de 179 aviões de reabastecimento à marinha de guerra dos EUA.
O contrato, ganho pela EADS em parceria com a norte-americana Northrop Grumman, que representa para o grupo europeu um “sucesso excepcional”, segundo o presidente Luís Gallois, constitui um dos maiores contratos propostos pelas forças armadas dos Estados Unidos e coloca o vencedor em posição privilegiada para futuras encomendas do Pentágono.
No entanto, a Boeing recusa-se a aceitar este “sucesso excepcional” da EADS e anunciou já que vai apresentar queixa ao Tribunal de Contas dos Estados Unidos contra a decisão do Pentágono de conceder o fornecimento dos novos aviões de abastecimento. à dupla EADS/Northrop.
"A nossa análise da informação apresentada pela Força Aérea mostra que a competição (pelo contrato) teve sérias falhas e resultou na selecção do avião errado", afirma Mark McGraw, vice-presidente da empresa norte-americana, num comunicado distribuído à imprensa.
"Estamos a exercer o nosso direito para ter certeza de que o processo pelo qual os próximos aviões de abastecimento dos Estados Unidos foram seleccionados é justo e resulta na melhor opção para a Força Aérea e os contribuintes", acrescentou o responsável da Boeing, até agora a única fornecedora de aviões de abastecimento para o Pentágono.
Com a apresentação do protesto, o contrato fica suspenso até que haja uma decisão.

