A China, que continua a não apoiar sanções contra o Irão que possam "minar as trocas económicas e a cooperação" com o país, ao contrário das Nações Unidas, aproveita as necessidades energéticas iranianas para realizar negócios milionários.
A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), companhia de gás e petróleo chinesa, assinou um contrato energético no valor de 16 mil milhões de dólares (mais de 10 mil milhões de euros) para a exploração de um campo petrolífero na região do Médio Oriente.
"Acreditamos que quaisquer acções para resolver [a questão nuclear iraniana] não deverão pôr em causa as relações comerciais normais e a cooperação económica com o Irão", afirmou Liu Jianchao, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim.
Liu Jianchao assinalou que a proliferação nuclear também é uma preocupação chinesa, mas que acredita no direito do Irão desenvolver, de forma pacífica, a sua capacidade energética nuclear. "As resoluções relevantes das Nações Unidas devem conduzir à resolução da questão nuclear iraniana através do diálogo e da negociação", acrescentou o porta-voz.
As Nações Unidas preparam-se para aplicar mais sanções ao Irão por este continuar a recusar-se a cumprir os apelos internacionais para terminar o seu programa de enriquecimento de urânio, garantindo que as actividades nucleares do país têm como objectivo a produção de energia para uso civil e não para fins militares.

