As hipóteses de Macedónia, Ucrânia e Geórgia verem aceite a sua entrada na NATO na próxima cimeira da Aliança Atlântica, em Abril, estão muito reduzidas, com a intransigência grega face ao primeiro país e as reservas da Alemanha, França, Espanha e países do Benelux em relação ao ingresso das duas ex-repúblicas soviéticas.
A Grécia manteve o veto à entrada da Macedónia, país que não reconhece pois considera a denominação “Macedónia” parte do seu património histórico, num recente encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 26 países da Nato, embora, à semelhança dos restantes “aliados”, apoie a entrada da Croácia e da Albânia, que deverão tornar-se no 27 e 28º estados membros.
A Ucrânia e a Geórgia intensificaram o diálogo com a NATO e pediram a passagem à fase seguinte – a do “Plano de acção para entrada na NATO” -, mas Alemanha, França, Espanha e os países do Benelux entendem que a falta de apoio do povo ucraniano ao ingresso na NATO e a instabilidade do território da Geórgia, onde duas regiões separatistas pró-russas reivindicam a independência, merecem ser tidas em conta para o não consentimento da entrada dos dois estados.

