Os gastos do Pentágono no Iraque aumentaram 130 por cento em 2004, desde então que os especialistas estimam que os valores de investimento vão continuar a crescer até 2017, ano em que os Estados Unidos já terão dispendido 3,5 biliões dólares (cerca de 1,9 biliões de euros) na guerra do Iraque e no Afeganistão.
O Pentágono considera este número "exagerado", mas Joseph Stiglitz, Nobel de Economia de 2001, e Linda Bilmes, professora de Finanças Públicas em Harvard, consideram-no uma "estimativa conservadora" no seu livro "The Three Trillion Dollar War", que acaba de ser publicado nos Estados Unidos.
O Pentágono alega que o estudo de Stiglitz e Bilmes não analisa os gastos que os EUA poderiam ter tido caso não tivessem invadido o Iraque, sendo que seria necessário manter as zonas de exclusão aérea no Norte e no Sul do país.
Os autores somaram os valores a que tiveram acesso através da lei da Liberdade de Informação, tendo em conta as despesas indirectas, entre as quais, custos macroeconómicos, como os 5 a 10 por cento do aumento do barril de petróleo, um crecimento já muito superado.

