Os governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Coreia do Sul vão usar novos programas de software para monitorizar dados electrónicos e conversas telefónicas. Os motivos para este reforço da vigilância diferem em cada um dos paises e vão desde a luta contra o terrorismo até à tentativa de responsabilização de websites e fóruns por difamações ou outros crimes semelhantes.
Nos Estados Unidos, a agência militar de projectos de investigação DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), lançou o programa, ainda de contornos secretos, Gandalf, para detectar e localizar potenciais terroristas e outros criminosos a partir de chamadas telefónicas, por radiofrequência e geolocalização.
Do outro lado do Atlântico, no Reino Unido, o governo vai criar uma super base de dados dos registos telefónicos e do correio electrónico de todos os cidadãos, assim como dos hábitos de navegação na Internet, em nome da luta contra o terrorismo. A monitorização ficará a cargo da entidade governamental de espionagem britânica Government Communications Headquartes (GCHQ), que irá pôr escutas em dois operadores de Internet e telemóvel, alegadamente a Vodafone e a British Telecom, segundo o jornal britãnico Sunday Times. O GCHQ recebeu um financiamento extra de 1,3 mil milhões de euros para a primeira fase do plano, cujos pormenores só serão revelados em Novembro.
Já na Coreia do Sul, a Comissão de Normas nas Telecomunicações quer impor regras mais rígidas na utilização da Internet, sujeitando os websites às leis de difamação e outras medidas de responsabilização, à semelhança dos media tradicionais. O reforço da vigilância electrónica pretende também diminuir o anonimato na Web e fiscalizar o comportamento de utilizadores de fóruns e chats.

