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Inteligência

2008/10/21

RU: Falhas de segurança sucessivas

Os dados pessoais de 1.7 milhões de soldados e potenciais candidatos britânicos às forças armadas foram dados como desaparecidos. Um computador de bolso do MI5 foi roubado através de uma janela aberta. A máquina fotográfica de um agente do MI& foi posta à venda no E-bay com imagens confidenciais. Algo de muito errado se passa na intelligence britânica, no mês em que se comemorou, no país, a “Semana de Prevenção contra as fraudes de identidade”.

O ministro britânico para as Forças Armadas, Bob Ainsworth, admitiu que um disco rigído, possivelmente não-encriptado, com informações sobre 1,7 milhões de soldados e potenciais militares, mais as respectivas famílias, foi dado como desaparecido das instalações da empresa contratada EDS, parceira do Ministério da Defesa para as novas tecnologias. No caso das informações relativas a soldados, os registos contêm dados bancários, números de passaporte, Segurança Social e carta de condução.
Dados pessoais da Deutsche Telekom sem protecção
A empresa de telecomunicações Deutsche Telekom confirmou, no passado dia 11 de Outubro, que, devido a um erro no sistema de segurança, os dados pessoais e bancários de 30 milhões de clientes tornaram-se integralmente acessíveis a qualquer pessoa.
No princípio do mês, a filial da Deutsche Telekom, T-Mobile, também anunciou que, há dois anos, os dados de 17 milhões de clientes foram roubados e postos à venda na Internet.
A EDS só deu conta da perda do disco depois de uma auditoria de segurança rotineira. Entretanto, a oposição já comentou o sucedido como uma “mina de ouro potencial para o crime organizado, que pode até comprometer a segurança nacional”.

Secreta também falha na protecção de dados

A falta de cuidado no tratamento de dados confidenciais não é exclusiva do Ministério da Defesa. Em 15 dias, dois casos graves de perda de dados abalaram os serviços secretos de Sua Majestade. Um computador de bolso, alegadamente pertencente à agência de espionagem para os assuntos internos MI5, foi roubado de uma casa no norte de Inglaterra, através de uma janela aberta.

A agência de espionagem externa, o MI6, também não está imune a escândalos deste tipo. Uma máquina fotográfica digital, que se supõe ter pertencido a um agente secreto desta agência, foi recentemente vendida no site de leilões online eBay. O aparelho, aparentemente usado na luta contra a al-Qaeda, continha imagens de suspeitos de terrorismo, identidades, impressões digitais e fotografias de lança-foguetes e mísseis. A Nikon Coolpix, foi comprada por 17 libras, por um jovem de 28 anos que, segundo noticiou o jornal The Sun, descobriu o material secreto quando descarregava para o seu computador pessoal as fotografias de umas férias.

Estes escândalos somam-se a vários incidentes recentes ligados a perda de dados confidenciais. A 10 de Junho foram deixados no metro londrino documentos marcados como “top secret” e, um mês depois, o ministério da Defesa confessou que, desde 2004, 658 computadores portáteis ao seu serviço tinham sido roubados e outros 89 dados como perdidos.