John Wick – antigo oficial das forças de elite Special Air Service (SAS) e, actualmente, director de uma agência especializada na negociação para a libertação de reféns em cenários de guerra – assumiu-se, finalmente, como o homem que organizou a denúncia dos “podres” dos deputados britânicos, numa entrevista exclusiva ao Daily Telegraph.
Wick, 60 anos, conta que foi intermediário de uma fonte anónima que lhe entregou um CD com as despesas da Câmara dos Comuns e afirma não estar arrependido. “Hoje em dia os políticos sabem tudo sobre nós e acho legítimo que também saibamos tudo sobre eles. O Parlamento será agora um lugar melhor e a sociedade também”.
Filmes pornográficos, tampas de sanita, desinfestações contra toupeiras e lagos para patos no meio de jardins são algumas das “estranhas” e “excêntricas” despesas de 200 membros da Câmara dos Comuns pagas com o dinheiro dos contribuintes, entretanto já divulgadas pelo Daily Telegraph.
O “terror de Westminster”, como já é conhecido este SAS, poderá agora vir a ser chamado a prestar declarações na polícia, embora as autoridades já tenham considerado que o assunto e sua respectiva divulgação eram do interesse público dos britânicos e que Wick não pôs em causa a segurança dos cidadãos, motivos pelos quais Polícia e Ministério Público não vão processar o responsável.


