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Decisores

2009/05/28

Lula da Silva cria gigante regional


Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente brasileiro, tem conseguido, na última década, transformar o Brasil numa potência regional única, tornando-o numa sólida democracia de livre mercado e num país de estabilidade e governação do estado de direito, face aos “caprichos” dos autocratas. Os elogios são da edição internacional da revista americana Newsweek.

“Tendo a protecção de segurança americana e um hemisfério sem nenhum inimigo credível, o Brasil tornou-se livre para utilizar a sua grande vantagem económica dentro da América do Sul, para auxiliar, influenciar ou associar-se aos países vizinhos, ao mesmo tempo que consegue conter o seu problemático rival regional, a Venezuela”, afirma o artigo, acrescentando que Lula da Silva “preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente”.

O Brasil é, sem dúvida, um bom exemplo daquilo a que se pode chamar “uma garra em luva de veludo”… Enquanto outros países emergentes (e mesmo os Estados Unidos) contam com o seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil expressa as suas ambições internacionais “sem agitar um sabre”. A revista observa que, quando há algum conflito na região, o Brasil envia “diplomatas e advogados para as zonas quentes, ao invés de flotilhas ou tanques”.
Embraer e FAB desenvolvem avião militar de transporte

Um dos sectores que tem recebido forte aposta do presidente Lula da Silva é o da aeronáutica, onde se tem vindo a verificar grandes avanços para a afirmação do país. A Embraer, o principal motor da indústria aeronáutica do país, anunciou em Abril que vai produzir um avião militar de transporte, em parceira com a força aérea brasileira (FAB), que se comprometeu a adquirir as duas primeiras unidades da aeronave.

O avião KC-390, assim denominado, terá uma cabina ampla e uma rampa traseira que deverá facilitar o carregamento de veículos blindados e que poderá ser adaptada para missões de evacuação médica. A aeronave poderá ser reabastecida durante o voo e terá capacidade para fornecer combustível a outros aparelhos, tanto no ar como em terra. Além disto, vai incluir a tecnologia “fly-by-wire”, que facilita o trabalho dos pilotos, aumentando a segurança em pistas curtas e sem preparação adequada.

O projecto vai exigir, até 2015 (data em que já deverá estar concluído), investimentos na ordem dos 1,3 mil milhões de dólares.