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Focus

2009/05/28

No Sol: “Estado em litígio com consórcio de submarinos”

“Quinze dos 22 projectos de contrapartidas resultantes da compra de dois submarinos ao consórcio alemão GSC não tiveram quaisquer avanços em 2008. Os dados são revelados pela Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC), presidida por Pedro Catarino, no relatório de 2008, a que o [jornal] Sol teve acesso.”

“A CPC conclui que «não se considera exequível» o programa original de contrapartidas e, após tentativas de reformular o contrato inicial, explica que está a ponderar recorrer a um Tribunal Arbitral «com vista à defesa dos interesses do Estado» e à «resolução dos litígios existentes». No ano passado, as duas partes tentaram renegociar as contrapartidas, mas não chegaram a acordo”, adianta o semanário.

O Sol refere também que “o relatório adianta ainda que o contrato das contrapartidas das Pandur foi executado apenas a 11%, o dos helicópteros EH-101 ficou a 24%. O dos aviões C-295 está nos 1,1%, enquanto outros três programas ainda nem sequer arrancaram. Apenas as contrapartidas da modernização dos F16 apresenta um valor satisfatório, 70%, tendo sido as OGMA o maior beneficiário”.

No DN: “Blindados que custaram 30 milhões parados há ano e meio”

“As primeiras viaturas blindadas “Pandur” de oito rodas [8x8], fabricadas na Áustria, chegaram a Portugal com defeitos de origem e encontram-se ao ar livre há cerca de ano e meio, sem arranjo. A General Dynamics promete entregá-las em dois a três meses e propõe, para recuperar o atraso do programa, deslocalizar a produção para outra empresa instalada em Portugal”, avançou o Diário de Notícias a 22 de Maio.

Dezanove das viaturas blindadas, que substituíram as “Chaimites”, estão parqueadas, “ao sol e à chuva”, porque “os defeitos de fabrico continuam por arranjar. Por estarem ao ar livre, a ferrugem e a falta de manutenção vão exigir pelo menos mais meio ano de reparação. Isto quando a empresa-mãe, a General Dynamics, tinha prometido entregá-las, já depois dos ajustes necessários e da sua reconfiguração, num prazo de dois a três meses. Entretanto, mantém-se o atraso da entrega de outras 260 viaturas”, afirma o jornal.