O Reino Unido, sócio de Espanha, Alemanha e Itália no desenvolvimento do avião Eurofighter, do grupo EADS, confirmou a sua adesão ao programa com o anúncio da compra de um terceiro lote de caças europeus.
Apesar dos receios de que Londres se retiraria do projecto face à crise, à semelhança da medida adoptada nos EUA de corte nos gastos militares, em particular com o fim da aquisição dos F22 Raptor, o governo britânico deu um sinal de vitalidade.
"Esta medida fortalecerá a capacidade de defesa do Reino Unido e criará novos postos de trabalho em sectores industriais avançados de que a Grã-Bretanha precisa para sair mais forte desta desaceleração global”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
O acordo inicial apontava para a aquisição, pelo Reino Unido, de 88 Eurofighters de um terceiro lote. Após negociações com os sócios espanhóis, alemães e italianos, ficou decidida a compra de 40 aviões e o compromisso de uma futura compra de mais aparelhos de um lote denominado 3B.
Dos 40 caças a comprar, 24 foram já vendidos à Arábia Saudita, com os restantes 16 a corresponderem a um investimento de 1,18 mil milhões de euros.

