O Sri Lanka tem tido na China um forte aliado para derrotar os Tigres de Libertação do Eeelam Tamil (LTTE), devido ao interesse de Pequim na construção de um porto "comercial" que servirá também de base de reabastecimento da Armada chinesa, revelou o Times Online.
As armas e o apoio diplomático Chinês têm por objectivo, segundo o diário britânico, assegurar a construção de um porto de mil milhões de dólares (753 milhões de euros) no centro pesqueiro de Hambantota, na costa meridional do Sri Lanka, visto com preocupação pela vizinha Índia. "A China está a pescar em águas turvas", comentou o ministro indiano do Interior, Palaniappan Chidambaram.
A construção do porto naquela pobre comunidade de 21 mil habitantes ajuda a explicar o modo como o exército cingalês está em vias de derrotar a guerrilha tamil, sem que os governos ocidentais consigam negociar um cessar-fogo para ajudar as vítimas do conflito, segundo o correspondente do Times na Ásia Meridional, Jeremy Page.
A base de Hambantota irá servir os navios da Armada chinesa que patrulham o Oceano Índico e garantem os carregamentos de petróleo oriundos da Arábia Saudita. Apesar de Pequim afirmar que o porto de Hambantota é uma iniciativa puramente comercial, estrategas militares norte-americanos e indianos consideram a obra parte da estratégia chinesa de criação do "colar de pérolas", também na origem da construção ou remodelação de portos no Paquistão, no Bangladesh e na Birmânia.
Pequim pretende ter posições no Oceano Índico para proteger os seus carregamentos de petróleo de toda e qualquer espécie de pirataria ou de um eventual bloqueio por parte de outras potências, defendem analistas ouvidos pelo Times.

