A China é a principal suspeita daquele que poderá ser o maior caso de sempre de espionagem electrónica contra os Estados Unidos, com o roubo de enormes quantidades de dados dos computadores do Pentágono sobre um novo caça, ultra-secreto, o Joint Strike Fighter.
O projecto, orçado em 300 mil milhões de dólares (o mais caro programa de armamento do Pentágono), está a ser desenvolvido pela Lockheed Martin para os EUA e vários outros países, incluindo o Reino Unido.
Pequim recusou já qualquer ligação ao incidente, noticiado pelo Wall Street Journal, que compromete o projecto do novo caça, uma vez que os dados podem ajudar os adversários a defender-se ou neutralizar a nova aeronave.
Ataque a redes eléctricas
Outra notícia, também divulgada pelo Wall Street Journal, revela que, em Abril, a rede eléctrica dos EUA foi alvo de um ataque de ciberespiões, oriundos da China, Rússia e outros países.
Os atacantes deixaram na rede softwares que podem servir para provocar a disrupção dos sistemas, mas tinham como principal missão mapear o sistema eléctrico norte-americano e os seus controlos.
Apesar de o ciberataque não ter provocado danos, responsáveis oficiais alertam que poderão existir novas tentativas durante uma crise ou guerra.

