HomepageNotíciasAssine a NewsletterConsultar edições anterioresContacte-nosVisitar o Inteligência Económica

Homeland Security

2009/05/28

Caça aos espiões

No último mês, muitas têm sido as notícias provenientes de diferentes países sobre espiões caçados e condenados pelas autoridades.

A NATO ordenou, a 30 de Abril, a expulsão de dois diplomatas da missão da Rússia na sede da Aliança Atlântica em Bruxelas, acusados de estarem implicados nas acções de espionagem desenvolvidas pelo estónio Herman Simm, que se encontra a cumprir uma pena de 12 anos de prisão.

Simm, antigo funcionário do Ministério da Defesa da Estónia (entre 1995 e 2006), fez chegar mais de duas mil páginas de documentos confidenciais ao Serviço de Informações Externas da Rússia (SVR). O estónio passou dados sobre sistemas de comunicações de vários países e organizações internacionais, bem como informações sensíveis sobre políticas de defesa.

Na Rússia, onde o chefe da intelligence militar (GRU) foi destituído e substituído no cargo por se opor à reforma no exército, dois irmãos russo-americanos foram condenados a um ano de prisão, com pena suspensa, depois de o tribunal ter provado que tinham praticado actos de espionagem industrial.

Ilia Zaslavski e Alexandre Zaslavski tentaram obter, a 12 de Março de 2008, informações sobre a Gazprom junto de um cidadão russo, numa altura em que na empresa onde trabalhava Ília Zaslavski, a petrolífera TNK-BP, havia um grave conflito entre os accionistas russos, da Alfa-Access-Renova, e a britânica BP. Zaslavski trabalhava na equipa de gestão britânica, enquanto o irmão dirigia o clube dos antigos estudantes das universidades britânicas.

No Líbano, três pessoas foram detidas por espionagem em proveito de Israel, elevando para 16 o número de detenções pelos mesmos motivos, desde Janeiro. Entre os detidos está um antigo responsável da Segurança Geral libanesa, a sua mulher e filho.

Os três estão acusados de “colaboração com os serviços de intelligence do inimigo israelita” ao terem fornecido “informações sobre postos militares e civis libaneses e sírios para facilitar a agressão israelita”.

Na Geórgia, o politólogo e especialista militar Vakhtang Maïssaïa, chefe da Direcção do Ministério dos Negócios Estrangeiros georgiano responsável pelas relações com a NATO, foi detido por suspeita de espionagem por conta de “um Estado vizinho”. O anúncio da detenção de Maïssaïa foi feito pelo presidente da Geórgia, Mikhaïl Saakachvili.

Durante a guerra de Agosto de 2008, Maïssaïa transmitiu informações sobre as movimentações das tropas georgianas. Ao longo dos anos, enviava regularmente por cartas informações secretas sobre a situação politica, militar (compra de armas e outro material de guerra) e económica do país, que, segundo o FSB (ex-KGB), estará interessado nos detalhes sobre a preparação dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.

“O FSB desmascarou e pôs fim às actividades de um agente dos serviços de intelligence georgianos, Mamouka Maïssouradze, enviado ilegalmente para o território russo para espionagem e outras actividades subversivas”, disse uma fonte da secreta russa citada pela Interfax.

Em Israel, um cidadão de origem iraniana foi condenado a quatro anos de prisão por espionagem, tendo passado informações sobre a entidade de responsáveis pela segurança israelita ao Irão, onde foi, em Abril, detida uma “equipa terrorista” ligada a Israel, que “preparava atentados à bomba em Teerão por ocasião da eleição presidencial”, com início a 12 de Junho.

Na China, a espionagem ganha uma dimensão cultural, interdita, no entanto, a estrangeiros, com a abertura do museu sobre a actividade ancestral. Razões de segurança vetam aos olhos estrangeiros a cultura de espionagem chinesa.