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Decisores

2009/10/08

Obama abandona antimíssil de Bush

Barack Obama anunciou, em meados de Setembro, o abandono definitivo do programa de expansão do escudo antimíssil para a Europa Central, da anterior Administração Bush. A decisão foi tomada pelo líder norte-americano após uma recomendação “unânime” das chefias militares.

O presidente dos EUA decidiu avançar com um programa renovado que, segundo afirmou, está mais adaptado às actuais ameaças. Os Estados Unidos vão trabalhar num sistema mais flexível, mais rápido e mais barato para lidar com ameaças sobre o território aliado. “A nova estratégia é mais abrangente que o anterior programa”, disse Obama.

“O projecto precedente baseava-se na estimativa de que o Irão estava determinado a desenvolver um programa de mísseis de longo alcance”, mas “de acordo com as últimas informações, eles estão muito mais concentrados no desenvolvimento de capacidades de curto e médio alcance”, explicou, por sua vez, o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell.
Unidade de elite interroga suspeitos de terrorismo

Barack Obama já aprovou a criação de uma nova unidade de elite para supervisionar os interrogatórios a suspeitos de terrorismo, que estará sedeada no FBI, mas terá a supervisão do Conselho de Segurança Nacional, dependendo, assim, da Casa Branca.

O jornal Washington Post avançou que a nova unidade, denominada Grupo de Interrogatório de Detidos de Alto Valor (High-Value Detainee Interrogation Group – HIG), vai integrar peritos de várias agências de segurança e dos serviços secretos.

Alguns dias depois desta notícia e de terem sido divulgados relatórios com detalhes chocantes sobre os métodos de interrogatório usados pela CIA, Obama convidou John Brennan, veterano da CIA e um dos homens que discutiu as políticas de Bush sobre suspeitos terroristas, para o ajudar a definir os limites dos novos métodos de interrogatório.