O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, presidido por Barack Obama, aprovou por unanimidade, a 25 de Setembro, uma resolução elaborada pelos EUA a apelar às nações com armas nucleares para que se desfaçam dos seus arsenais.
Após a aprovação da resolução, o presidente norte-americano, num discurso dirigido ao painel das 15 nações que compõem o Conselho de Segurança, declarou que o próximo ano vai ser decisivo no esforço global para o controlo das armas nucleares.
“Os próximos 12 meses serão absolutamente críticos para determinar se esta resolução e os nossos esforços para parar a proliferação e uso de armas nucleares será bem sucedido”, referiu o presidente dos EUA.
Nota de interesse, esta foi apenas a quinta vez que o Conselho de Segurança foi composto na sua totalidade por chefes de Estado desde a sua criação em 1946 e foi também a primeira vez que um presidente dos Estados Unidos presidiu à reunião das 15 nações.
Irão fixa data para inspecção
O Irão vai acertar com a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) uma data para uma visita de inspectores ao novo complexo de enriquecimento de urânio, que tanta polémica tem suscitado.
“A inspecção obedecerá a todas as regras. O presidente Mahmud Ahmadinejad já disse que não teremos qualquer problema quanto a uma inspecção em conformidade com as regras. Discutiremos esta questão com a AIEA e a data será anunciada após acordo com a agência” das Nações Unidas, declarou o chefe do departamento iraniano da energia nuclear, Ali Akbar Salehi, à televisão estatal iraniana.
“O complexo situa-se na estrada entre Teerão e Qom, a 100 quilómetros da capital, e mais detalhes sobre o projecto serão fornecidos a seu tempo”, acrescentou.
“Não pedimos permissão seja a quem for para as nossas actividades nucleares. Nunca renunciaremos ao nosso direito nessa matéria e no âmbito dos nossos compromissos internacionais”, disse Ali Akbar Salehi.
A AIEA comunicou que as autoridades iranianas a informaram da construção de um segundo centro de enriquecimento de urânio, além do de Natanz (no centro do Irão), dias antes do encontro de Genebra, a 01 de Outubro, entre o Irão e as potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) para discutir o controverso programa nuclear de Teerão.
O anúncio provocou manifestações de desagrado dos EUA, de Israel e de vários líderes ocidentais e nem a garantia de Ahmadinejad, na assembleia-geral da ONU, de que o novo complexo é “perfeitamente legal” convenceu os seus opositores.
Coreia do Norte troca nuclear por segurança
A Coreia do Norte desistirá das armas nucleares se a sua soberania fosse respeitada e não caso não enfrente uma ameaça nuclear, disse o embaixador do país na Grã-Bretanha, Ja Song Nam.
O diplomata duvida, no entanto, que possa haver paz e segurança genuínas enquanto persistir no mundo uma dualidade de entendimentos em relação à Coreia do Norte.
O embaixador notou ainda a ambiguidade de se questionar os testes nucleares de “um certo país” quando potências nucleares estabelecidas já realizaram cerca de dois mil testes.

