O caso do roubo e violação de documentos, ocorrido em França, que envolve a maior operadora de centrais nucleares francesa, a eléctrica EDF, e a gigante de telecomunicações Vivendi, foi alvo de uma reportagem exclusiva do The New York Times, publicada, em Portugal, pelo jornal diário i:
“Há muito mais a acontecer diariamente numa empresa do que aquilo que seria possível divulgar à polícia”, assegura Christian Harbulot, director da École de Guerre Économique, de Paris. As empresas visadas incluem gigantes da segurança, como a Kroll, e o que Harbulot designa por "pequenos operadores", que vão de ex-agentes secretos a hackers.
A história tem todas as componentes de um policial: um elenco que inclui antigos espiões e militares franceses, um ciclista campeão, militantes da Greenpeace e um juiz obstinado cuja investigação o leva desde um laboratório de dopagem desportiva fora de Paris até uma prisão marroquina e algumas empresas francesas de topo.
Com contornos de episódios típicos de um folhetim, as revelações têm vindo à tona desde Março. E, embora o clímax já tenha ocorrido há meses, a história deixa antever pormenores sombrios sobre a obtenção daquilo a que as empresas chamam informações estratégicas.

