Empresas2009/10/08
Brasil: Escolha de caças ainda incertaA corrida à renovação da frota de aviões de combate da força aérea brasileira (FAB) está cada vez mais renhida… Na disputa estão ainda a francesa Dassault, com o Rafale, a sueca Saab, com o Gripen NG, e a americana Boeing, com o F-18 Super Hornet.
 |
| Lula da Silva e Nicolas Sarkozy |
Em França, a esperança é grande. Nicolas Sarkozy parece ter dado já um passo importante, com a assinatura de um acordo de princípio com o homólogo brasileiro, Lula da Silva, para a aquisição, por parte do Brasil, de 36 caças Rafale.
O “romance” entre a França e o Brasil estende-se a outros equipamentos militares, tendo já o Senado brasileiro aprovado a contratação de um empréstimo externo de 6.080 milhões de euros para a construção de cinco submarinos (um dos quais nuclear) e 50 helicópteros militares, com a colaboração francesa, claro.
Suécia: Renovar frota com ajuda da Embraer
A fabricante sueca Saab, por seu turno, propôs a montagem de 36 aviões Gripen NG no Brasil, com 40 por cento de componentes brasileiros, sobretudo da Embraer – o que, como se imagina, agradou à empresa brasileira.
A oferta foi avançada pelo vice-ministro da Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, que defende que só deste modo será possível garantir um preço (quer do produto, quer da operação) inferior ao oferecido pelas empresas concorrentes. No entanto, o caça sueco já foi alvo de várias críticas por se tratar de um aparelho monomotor. Em jeito de resposta, Hakan Jevrell diz que esse facto apenas se torna numa “vantagem”, por o avião ser mais barato, de manutenção mais fácil e, como é mais leve, tem melhor desempenho na descolagem.
Numa proposta “tentadora”, os suecos também já ponderam, como contrapartida, comprar os aviões brasileiros KC 390 (para transporte de cargas) e Super Tucano (avião de treino), caso o Brasil opte pela oferta sueca.
Apesar do optimismo sueco e francês, o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, já veio publicamente resfriar os ânimos, com um comunicado onde lembra que “as negociações mantêm-se com as três participantes, no decurso das quais as propostas apresentadas serão aprofundadas e, possivelmente, redefinidas”. Nem o sinal dado pela Embraer a favor do aparelho sueco deve determinar a escolha do avião de combate que deverá equipar a FAB, diz Jobim.
|