José Manuel Anes, criminalista e director da “Revista Segurança e Defesa”, foi eleito, por unanimidade e aclamação, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), depois da Assembleia Geral da instituição, a mais concorrida de sempre.
“A minha missão será recuperar a enorme lista de competências que há no OSCOT”, garante José Manuel Anes, que ocupava anteriormente o cargo de vice-presidente do OSCOT.
O também professor universitário quer ver “o OSCOT reconhecido como Instituição de Utilidade Pública”, aumentar a sua “notoriedade” e promover “uma intensa e oportuna participação pública”, com o “aprofundamento das relações com as Universidades Portuguesas” e a organização de vários debates e seminários com temas como o crime organizado, o acesso às armas, o terrorismo e a protecção civil.
Criminalidade organizada na CPLP
O OSCOT vai organizar, em Março, um primeiro colóquio sobre criminalidade organizada na CPLP e, em Setembro, uma outra iniciativa sobre protecção civil e pretende lançar um “prémio monetário anual para trabalhos sobre as matérias em observação do OSCOT”, revelou também José Manuel Anes.
O tratamento estatístico de dados sobre criminalidade é outra das actividades em que José Manuel Anes quer apostar nos próximos três anos. “Vamos pedir dados à PSP, GNR, Polícia Judiciária e Ministério da Administração Interna para fornecer estatísticas para que o OSCOT possa fazer uma avaliação”, afirma.


