Os EUA abriram no Iémen uma “terceira frente” contra a al-Qaeda. Washington receia que o país do Médio Oriente se torne tão instável quanto o Afeganistão e passe a ser um dos principais centros da organização de Osama Bin Laden, segundo a imprensa norte-americana.
O Pentágono conta gastar, nos próximos 18 meses, mais de 70 milhões de dólares no Iémen. O departamento de Defesa norte-americano planeia usar destacamentos das Forças Especiais para treinar os militares iemenitas, um esforço que representaria um aumento para o dobro da ajuda militar concedida até agora ao país árabe.
O The Washington Post revela que, “há um ano, a CIA [agência de inteligência dos EUA] enviou [ao Iémen] vários dos seus agentes mais destacados, com experiência na luta contra o terrorismo. Ao mesmo tempo, algumas das unidades mais secretas de Operações Especiais começaram a instruir as forças de segurança iemenitas em tácticas contra actividades terroristas”, acrescenta o jornal.
O diário norte-americano sustenta ainda que o terrorista iemenita Abdulmutallab “pode ter sido equipado e instruído por um especialista em bombas da al-Qaeda no Iémen” e acrescenta que “isto representaria um aumento significativo das actividades da al-Qaeda na Península Arábica e o surgimento de uma nova ameaça para os EUA, o Médio Oriente e o nordeste da África”.

