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Editor: José Mateus Cavaco Silva Editor Adjunto: André Gonçalves Nunes
Edição nº 01 Fevereiro 2007

Líder

A inoperacionalidade do governo português é o único handicap que pode por em causa um futuro brilhante para a indústria portuguesa do Espaço e a solução passa pela criação de uma entidade supra-ministerial, na dependência directa do Primeiro-ministro. Ideia defendida por António Neto da Silva, presidente da Proespaço.

Decisores

Gates quer evitar nova “Guerra-fria”
Mohseni-Ejhei diz que Irão encontrou 100 espiões
George Bush corrige escutas ilegais
Kim Jong il sem caviar e sem iPod
Putin apoia projecto nuclear de Riade
Vizeu Pinheiro, novo Director-Geral de Defesa Nacional
Bush privilegia a Defesa
Gijs de Vries abandona cargo
Chavez acusa empresa de espionagem
McConnell e Fallon confirmados

Tecnologia

Paris e Londres discutem porta-aviões
Sistema americano de intercepção de mísseis testado com sucesso
Comunicação avião-satélite via laser
Heat Ray, a nova arma não letal
Irão cria mini-avião não-tripulado
PAK FA o novo caça russo
China Desenvolve caça XXJ
Bush com comunicação top-secret
Estado da arte na Biometria e Criptologia
Primeiro componente do A400M já chegou a Sevilha
Novo Barracuda na marinha francesa
Via CTT com 48 mil adesões
Irão testa defesa anti-aérea russa

Homeland Security

Bélgica avança com escutas
Possível falha nas redes de comunicação preocupa Europa
Activistas islâmicos com software para comunicações seguras
Homeland Security 2.0
Alain Bauer quer entidade única de pesquisa e análise em França
Al-Qaeda planeia ataques em França
Google Earth, ameaça à segurança?
NSA atenta a sites de rede social
Policia britânica identifica assassino de Litvinenko

Imagens

Micro Air Vehicle
"Visby", a corveta stealth sueca
Cinco décadas de tecnologia DARPA
Míssil na Cidade Proibida

Tendência

O governo de Pequim não pretende continuar os testes de mísseis anti-satélite, afirmou à imprensa o ex-responsável da Agência de Defesa japonesa Fukushiro Nukaga, citando uma conversa com o actual ministro da Defesa da China, Cao Gangchuan.

Empresas

EID fornece MMHS para EAU
ETI desenvolve simulador com APPLA
EADS, tudo vai bem na Defesa
França e Alemanha discutem Airbus
BAE System e SAIC juntas para melhorar inteligência
Rosoboronexport com monopólio na exportação de arma russas
Grupo chinês CITIC compra campo petrolífero cazaque
Nokia ganha contrato com exército norte-americano
Orbital lança 2 foguetões Minotaur IV

Inteligência

Novas ameaças informacionais e comunicação de influência
Pinatel lidera profissionais franceses de inteligência económica
Escutas e intercepções legais de telecomunicações são os novos desafios tecnológicos
Ameaça de espionagem aos interesses australianos
Livro: Guerra cognitiva, arma do conhecimento

Notas

Droga na rota dos Balcãs
Os novos empresários da Guerra

Focus

Espanha com 3ª maior força naval
Tóquio cria Ministério da Defesa…
Japão ajuda NATO no Afeganistão…
EUA querem bases antí-mísseis na Polónia e na República Checa
Índia inicia montagem de submarinos Scorpene
Armamento Francês em 2006
EUA perdem satélite espião
Austrália vende urânio à China
Defesa do Canadá negoceia com Pentágono
Irão vai lançar satélite
Marketing a míssil provoca fúria russa
Irão pede apoio chines e russo na energia
Brasil fornece primeiros Super Tucano à Colômbia
1.000 mísseis apontados a Taiwan
Pentágono vende sem saber a quem…
Ocidentais preocupados com orçamento militar Russo
China quer solução pacífica no Irão
Coreia do Norte desmente ajuda a programa nuclear iraniano
Rússia aliado privilegiado da Índia
Singapura compra 96 tanques Leopard à Alemanha

Editorial


A coerência e o alcance do “choque tecnológico” proposto por José Sócrates serão mesuráveis logo que se perceba o seguinte:

- Que linkage se estabelece entre essa proposta/vontade e a realidade das dinâmicas start-ups das indústrias de defesa e segurança;

- Que linkage se estabelece entre esse “choque” e o capital de risco (organismos destinados a esse fim específico…);

- Que importância é atribuída ao desenvolvimento de organismos específicos de inteligência económica (que organizem e potenciem a inteligência económica existente no país, mas dispersa e, por isso, frustrada e impotente) e lhe dêem uma dimensão e uma realidade estratégicas.

Um empresário internacional, com interesses e empresas em países de todos os continentes, tenta há anos instalar em Portugal alguma da sua capacidade tecnológica mas… sem qualquer sucesso. Tornou-se, entretanto, um excelente analista da realidade portuguesa e um bom conhecedor de Portugal. Há dias, ele tipificava este país, em síntese, à TDSnews.

“Não tenho no Estado português um único interlocutor. Tenho falado com políticos e com técnicos. Os políticos não sabem nada do que estamos a falar e os “técnicos” são totalmente ignorantes na matéria. E nenhum político se lembrou ainda de recorrer a experts internacionais…

“O Estado português não está equipado para dirigir projectos estratégicos… Nem sequer tem orçamentos previstos para isso!

“O contexto, em Portugal, não é favorável a projectos hi-tech…

“Como é que se pode pôr certa gente em lugares do poder…? Eles vêem a economia por uma caixa de sapatos… É um crime contra Portugal!”

O actual governo exerce as suas funções numa situação interna muito difícil e num contexto internacional em mudança acelerada e muito competitivo. Esta situação difícil exige um upgrade das capacidades de inteligência e de decisão (este mundo global exige tempos de decisão muito rápidos, incompatíveis com a tradicional lentidão de um Estado ainda próprio de outras épocas…) não só do Governo mas de todo o Estado.

A Infoguerre explicava, recentemente, que “as pequenas frases, as questões armadilhadas e os dossiers tratados pontualmente quando surgem as crises (que retrato do nosso pequeno mundo político…!) não são a boa resposta aos problemas deste mundo.

“Para governar, é preciso antecipar. E, para antecipar, são necessárias grelhas de leitura e bases de conhecimentos performantes e à altura do que está em jogo. Forçoso é constatar que não tem sido o caso.”

A TDS News surge para dar visibilidade a estas problemáticas e às suas soluções. E tornar-se pivot deste debate que é urgente e decisivo. Fa-lo-à sem preocupações de conveniências mas sempre norteada por grande lealdade e rigor de informação.

José Mateus Cavaco Silva