Hugo Chávez, presidente da Venezuela, esteve na Rússia, no final de Setembro, para discutir com o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev, o reforço da cooperação militar e económica entre os dois países. Muitos observadores viram o reforço desta aproximação como o início de uma "Guerra Fria" na América do Sul, onde os Estados Unidos têm a Colômbia como um dos principais aliados, mas tanto Caracas como Moscovo rejeitam as críticas.
“A cooperação militar entre a Rússia e a Venezuela é transparente e é realizada segundo as normas internacionais. Está orientada para a resolução de uma única questão: o reforço da capacidade defensiva da Venezuela e a satisfação dos seus interesses legítimos neste âmbito”, esclareceu Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, depois de se reunir, já no início de Outubro, com Nicolás Maduro, homólogo venezuelano, para firmar os acordos alcançados nos últimos meses pelas duas nações.
Nos últimos anos, a Venezuela comprou à Rússia mais de duas dezenas de caças Su-30MK2 e cerca de meia centena de helicópteros, tendo também construído fábricas para a produção de armamento. Em Setembro, a Rússia autorizou que fosse concedido um crédito de mil milhões de dólares à Venezuela para a concretização de projectos de cooperação militar, nomeadamente a compra de sistemas antimísseis Top-M1 e Igla-S e aviões Il-78 e Il-76.


