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Tendência

2007/03/13

Acabaram-se os testes, diz a China

O governo de Pequim não pretende continuar os testes de mísseis anti-satélite, afirmou à imprensa o ex-responsável da Agência de Defesa japonesa Fukushiro Nukaga, citando uma conversa com o actual ministro da Defesa da China, Cao Gangchuan. Embora fontes bem informadas considerem que estas declarações se inserem numa campanha de desinformação do governo de Pequim.

Com um míssil balístico de médio alcance a China destruiu um satélite meteorológico no a 11 de Janeiro, ao fazer embater o projéctil no satélite. "Não pretendemos fazer mais testes", afirmou alegadamente Cao Gangchuan.

O teste chinês foi a primeira demonstração bem sucedida de uma arma anti-satélite desde a destruição realizada pelos Estados Unidos em 1985. Esta iniciativa originou os protestos dos norte-americanos, que alertaram para o risco de uma corrida ao armamento no Espaço, preocupações também manifestadas pelo Japão e Índia, países cada vez mais preocupados com a crescente capacidade militar da seu país vizinho.

Washington chegou mesmo a afirmar estar a reconsiderar a futura cooperação espacial, no domínio civil, com a China. Também a União Europeia demonstrou a sua preocupação com o teste chinês e pediu a Pequim para apoiar os códigos internacionais contra a proliferação de mísseis balísticos.

O governo chinês confirmou a 23 de Janeiro o enviou de um míssil para destruir um dos seus satélites mas insistiu que o teste não pode ser entendido como um acto hostil. Numa conferência de imprensa, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Liu Jianchao, reiterou que a China "nunca participou ou irá participar numa corrida ao armamento no Espaço" e acrescentou que "este teste não foi dirigido nem representa uma ameaça a qualquer país".

Jianchao afirmou também que os Estados Unidos e o Japão foram avisados do teste, informação confirmada pelo porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Sean McCormack, que alertou para a necessidade de o governo de Pequim explicar em detalhe as suas intenções.
Campanha chinesa de desinformação

A propósito das recentes declarações de responsáveis chineses, o China Confidential considera que estas se inserem numa campanha de desinformação levada a cabo pelo governo de Pequim e destinada a influenciar os analistas e os opinion makers norte-americanos.

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